
Dentre os meios mecânicos para higienizar os dentes a escova dentária é o mais aceito mundialmente, apresentando- se no mercado mundial e nacional com diferentes formas estruturais, bem como nas configurações da parte ativa. Entretanto, para sua forma atual, a história de sua idealização é vastamente contada e interpretada na literatura e constata-se o quanto eram primitivos os meios utilizados, embora fosse evidente a intenção da higiene bucal para o bom relacionamento entre os indivíduos.
As evidências históricas mostram através de várias citações que a limpeza dos dentes vem de séculos passados, antes de Cristo (a.C.), onde os indivíduos faziam uso de vários meios, tais como palitos de ouro, toalha áspera de linho fino e pedaços de ramos ou gravetos. No ano 3000 a.C., o primeiro indivíduo “Hesi-Ré”, conhecido como cirurgião-dentista, indicava os dedos para limpar os dentes. No período depois de Cristo (d.C.), no início da Era Cristã dominada pelos romanos, são descritos alguns conceitos sobre a limpeza dos dentes e como esta poderia ser obtida. Plínio, conhecido como jovem, determinou o tipo de material que deveria ser utilizado para confeccionar a primeira escova dental, alertando que as penas de urubu, que representariam as atuais cerdas, não seriam aconselháveis, por causar mau hálito, determinando como o ideal, as escovas com cerdas de porco-espinho.
A escova dentária em formato rudimentar foi criada na China, onde seu cabo inicialmente era um pedaço de osso de galinha, seguido de osso bovino ou marfim e as cerdas confeccionadas com pêlos de porco, crina de cavalos e javalis fixados com arame sem nenhum arranjo (Schweisheimer, 1970). Em 1780 na Europa, precisamente na Inglaterra, em torno de 300 anos atrás, surgiu a versão de um artefato com cabo de osso e as cerdas de pêlos naturais introduzidos em uma das extremidades, presos por arame. Na década de 1880, com esta versão migrada para os Estados Unidos, foram modificados os cabos com ossos mais resistentes e polidos, porém as cerdas com pêlos naturais foram também evoluindo, sendo importadas da China de animais criados em cativeiro para melhor durabilidade e maciez das mesmas. Com o decorrer dos anos, em 1840, passa a ser fabricada em outros países da Europa, como França e Alemanha. Segundo a literatura a primeira patente industrial americana foi registrada em 1857, no entanto só a partir de 1880, observou- se inovações na indústria, através do uso de plástico para a confecção dos cabos, sendo o celulóide aplicado em 1900 e o acetato de celulose em 1930, e em 1938 houve o aparecimento do nylon para substituir as cerdas naturais (Golding, 1982).
R. Periodontia – Setembro 2009 – Volume 19 – Número 03
Vinícius Pedrazzi 1, Sérgio Luís Scombatti de Souza 2, Rafael Ramos de Oliveira3, Renata Cimões4, Estela Santos Gusmão
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