
Na Odontologia Integrada RS o primeiro passo para um efetivo tratamento do mau hálito consiste em ser estabelecido um correto diagnóstico. E para que isso ocorra é necessário que o profissional possa examinar o paciente, bem como lhe fazer uma série de questionamentos relacionados aos seus hábitos, dieta, estado de saúde, estado psicológico, seu estilo de vida, etc.
Muitas pessoas tem mau hálito e não sabem disso, pois quando ele ocorre de maneira constante faz com que a pessoa não perceba o próprio hálito.
O mau hálito da manhã é considerado fisiológico e acontece devido à leve hipoglicernia, à redução do fluxo salivar e ao aumento da flora bacteriana. Após a higiene dos dentes, da língua e após a primeira refeição a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.
Existem diferentes causas para o mau hálito, dentre elas podemos destacar as causas fisiológicas (que requerem apenas orientação) e as patológicas (que requerem tratamento, como as feridas cirúrgicas, dentes parcialmente erupcionados (sisos), restaurações mal adapatadas, cárie, gengivite, periodontite, diabetes, uremia, etc).
Apesar disso, a maioria dos casos de halitose se deve à presença de saburra lingual (placa bacteriana lingual), pois os organismos presentes produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo. A principal causa da formação de saburra é a redução do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em mucina e que facilita a aderência de microrganismos e de restos epiteliais e alimentares sobre a língua.
Quando o mau hálito é esporádico, devemos realizar uma higiene bucal e lingual adequadas e estimular a salivação com balas sem açúcar, gomas de mascar ou gotas de suco de limão com um pouco de sal. Devemos ainda evitar o excesso de proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento a cada 3 ou 4 horas.
Embora seja muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito as pessoas acreditam que um é causa do outro e que o mau hálito vem do estômago. Isso não é verdade. A redução do fluxo salivar propicia a formação de saburra, a qual permite que o Heficobacterpilor se instale no dorso lingual, prolifere e aumente em número, podendo chegar ao estômago e desencadear a gastrite. Portanto, a manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a formação de saburra e mau hálito, mas também previne a possibilidade de o paciente se tomar predisposto a gastrite.
Tagsgengivite, mau hálito, periodontite